teste, ou descoberta. 6 06UTC Setembro 06UTC 2010
Posted by paupratodaobra in Uncategorized.trackback
há uns quatro meses atrás, uma amiga minha sugeriu que eu fizesse o que ela tinha lido em algum lugar:
que pra escrever melhor você deveria ficar 20min sentada sem fazer absolutamente nada, a não ser escrever ou pensar em escrever ou qualquer coisa relacionada com isso, pelo menos uma vez todo dia.
eu segui o conselho dela, pelo menos por uma ou duas semanas haha e um dos resultados foi esse conto:
Descoberta
Era uma idéia pavorosa. E ele tentava se convencer do impossível, tentava permanecer imune aos homens que passavam por ele. Nunca nem sequer se inaginara com outro homem, era uma ideia muito suja. Bom, talvez tivesse havido uma ou duas vezes. Aquele professor de Espanhol. O menino da sala do lado. Ah não, o namorado da sua irmã! Começou a aceitar o imutável. Era, sempre fora, e provavelmente continuaria a ser. Como explicaria à sua namorada que quando fazia sexo com ela pensava no vizinho? Como encararia seu pai? Ele era único filho homem. E sua irmã se declarara lésbica havia pouco tempo. A culpa era dela, tê-lo feito pensar em suas preferências, enquanto ele poderia estar bem com sua namorada, pra logo depois casar com ela e ter filhos. Nunca teria desconfiado. Ela merecia o destino que tivera, estar morando agora naquele cafofo com a namorada que tinha arrumado e a filha dela, sem nenhum apoio financeiro nem muito menos emocional da família. Ele estava encrencado. Agora sabia o que queria e não podia mais suportar a idéia de permanecer escondido, antes nunca tivesse parado pra pensar.
“Alô, Júlia? Precisamos conversar, posso ir aí na sua casa?”
A irmã estranhou, mas aceitou o convite do irmão que a havia abandonado, assim como a sua família. ele sempre fora seu bebezinho querido.. E sua voz não estava animadora.
A campainha tocou, e ela abriu a porta. Ela não via seu irmão chorar há oito anos, e lá estava ele com o rosto contorcido e as lágrimas escorrendo. Levou-o ao sofá e aninhou-o entre os braços, como a mãe deles nunca mais faria.
Agora eram só eles contra o mundo.
12/05/10
Bê!
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